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Erika Hilton supera 1,5 milhão de votos; ao menos cinco pessoas trans e travestis conquistam mandatos

Deputada reeleita por São Paulo teve a maior votação entre as candidaturas trans confirmadas neste levantamento e se tornou a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados.

Erika Hilton supera 1,5 milhão de votos; ao menos cinco pessoas trans e travestis conquistam mandatos

Por Brunno Lemos | Rádio Domm
5 de outubro de 2026

As eleições de 2026 garantiram a presença de pessoas trans e travestis na próxima legislatura da Câmara dos Deputados e de assembleias estaduais. Até a manhã desta segunda-feira (5), o levantamento da Rádio Domm, com base nas fontes consultadas, identificou ao menos cinco candidaturas vitoriosas: Erika Hilton, Duda Salabert, Thabatta Pimenta, Dani Balbi e Natasha Ferreira. O número é preliminar e não representa um balanço nacional definitivo.

Erika Hilton lidera em votos

O principal destaque foi Erika Hilton (PSOL-SP), reeleita deputada federal com 1.596.472 votos, após a conclusão da apuração em São Paulo. Ela alcançou a segunda maior votação do estado para a Câmara e foi a mais votada entre as pessoas trans com eleição confirmada neste levantamento.

O resultado também estabeleceu um marco nacional: Erika tornou-se a mulher mais votada da história nas eleições para a Câmara dos Deputados, superando o recorde de Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos em 2018. Sua votação foi mais de seis vezes superior à registrada em 2022, quando conquistou o primeiro mandato federal com 256.903 votos.

Três vitórias confirmadas para a Câmara

Em Minas Gerais, Duda Salabert (PSOL) conquistou a reeleição. Professora e ambientalista, ela seguirá no Legislativo federal, onde atua em temas como educação, meio ambiente e direitos humanos. Duda e Erika foram eleitas em 2022 como as primeiras mulheres trans a chegar à Câmara dos Deputados.

No Rio Grande do Norte, Thabatta Pimenta (PV) foi eleita deputada federal com 92.743 votos. Travesti e vereadora de Natal, ela levará ao Congresso sua atuação pela inclusão das pessoas com deficiência e pelos direitos da população LGBTQIA+. Será a primeira mulher trans a representar o estado na Câmara.

Representação nas assembleias estaduais

No Rio de Janeiro, Dani Balbi (PCdoB) foi reeleita deputada estadual com 169.474 votos. Ela teve a quarta maior votação entre os 70 parlamentares eleitos para a Assembleia Legislativa fluminense.

Já o Rio Grande do Sul elegeu Natasha Ferreira (PT), com 54.027 votos. Atualmente vereadora de Porto Alegre, ela será a primeira deputada travesti da história da Assembleia Legislativa gaúcha. Sua trajetória inclui iniciativas voltadas aos direitos humanos e ao acesso de pessoas trans a políticas públicas.

Levantamento permanece aberto

As cinco vitórias identificadas mostram a continuidade de mandatos e a chegada de novas representantes ao Legislativo. A contagem poderá ser ampliada conforme forem confirmados outros resultados e publicados balanços nacionais.

Para contabilizar essa representação, é necessário distinguir pessoas trans e travestis eleitas do conjunto mais amplo de candidaturas LGBTQIA+, que reúne diferentes identidades de gênero e orientações sexuais.

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