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Folia de Máscaras: José Jorge Soares leva a cultura maranhense a Lisboa

Com 16 obras em aquarela e ecoline, artista apresenta Fofões e Cazumbás em sua primeira exposição internacional, na Galeria Verso.

Folia de Máscaras: José Jorge Soares leva a cultura maranhense a Lisboa
RÁDIO DOMMEuropa / Cultura
Artes visuais · Maranhão → Lisboa

Folia de Máscaras: José Jorge Soares leva a cultura maranhense a Lisboa

Com 16 obras em aquarela e ecoline, artista apresenta Fofões e Cazumbás em sua primeira exposição internacional, na Galeria Verso.

Convite da exposição Folia de Máscaras, de Zé Jorge Soares, com obra de personagens mascarados da cultura maranhense. Abertura em 3 de novembro de 2026, às 19h, na Galeria Verso, em Lisboa.
Convite de divulgação da exposição Folia de Máscaras. Imagem fornecida à Rádio Domm.
16Obras na exposição
4ªMostra individual
1ªExposição internacional

As máscaras, as cores e os personagens das festas populares do Maranhão vão ganhar espaço em Lisboa. O artista José Jorge Soares, também apresentado como Zé Jorge Soares, abre em 3 de novembro, às 19h, na Galeria Verso, a exposição Folia de Máscaras, sua quarta mostra individual e a primeira fora do Brasil.

O convite de abertura informa que o encontro terá a presença do artista e será realizado na Rua Francisco Metrass, 64, em Campo de Ourique. A mostra reúne 16 obras produzidas ao longo de um ano e dois meses de trabalho, utilizando aquarela e ecoline para apresentar um olhar sobre a identidade e a memória cultural maranhenses.

Os protagonistas são o Fofão, personagem do Carnaval de São Luís, e o Cazumbá, figura do Bumba Meu Boi. Ao aproximá-los em uma mesma proposta artística, José Jorge cria um diálogo entre manifestações diferentes, unidas pela força visual das máscaras e pela presença no imaginário popular.

As máscaras como encontro entre duas tradições

Na obra do artista, as máscaras fazem a ligação entre o universo carnavalesco do Fofão e a presença cênica do Cazumbá. As composições convidam o público a conhecer personagens que carregam referências de festas, histórias e experiências coletivas do Maranhão.

Fofão

Figura irreverente e misteriosa do Carnaval de São Luís, é um dos personagens que inspiram a exposição.

Cazumbá

Personagem do Bumba Meu Boi, destaca-se pelas máscaras expressivas e pela presença cênica nos grupos da manifestação cultural.

Mais do que reunir personagens em uma mesma tela, Folia de Máscaras apresenta uma leitura sobre pertencimento. As referências populares aparecem como parte de uma cultura viva, que atravessa gerações e ganha novas interpretações por meio da arte.

“Esta exposição nasce do desejo de mostrar um pouco da riqueza da nossa cultura por meio de personagens que carregam identidade, história e memória. Levar esse trabalho para Lisboa tem um significado muito especial, porque é também uma oportunidade de apresentar o Maranhão a novos públicos por meio da arte”.

José Jorge Soares, em material de divulgação da exposição.

Aquarela e ecoline: transparência, cor e movimento

Para construir esse universo, José Jorge combina duas técnicas que valorizam a água e a intensidade das cores. A aquarela permite trabalhar com camadas delicadas, transparências e efeitos de luz, a partir da diluição dos pigmentos.

A ecoline, uma tinta líquida de cores vibrantes, amplia a intensidade cromática das obras. O encontro entre as duas técnicas produz contrastes e sobreposições que ajudam a traduzir a atmosfera das festas populares maranhenses.

A leveza da aquarela e a vivacidade da ecoline tornam-se, assim, recursos para sugerir movimento, destacar as máscaras e dar presença aos personagens retratados.

Uma trajetória que começou aos 12 anos

A relação de José Jorge com a arte começou ainda na adolescência. Aos 12 anos, quando estudava no Colégio Pinheirense, em Pinheiro, no interior do Maranhão, teve contato com professores italianos que despertaram seu interesse pelo desenho, pelas cores e pela expressão artística.

Essa aproximação permaneceu ao longo de sua vida e também se estendeu à valorização das tradições do estado. Em São Luís, o artista mantém uma relação próxima com a cultura popular, apoiando manifestações e iniciativas de preservação cultural.

Depois de três exposições individuais no Brasil, a chegada a Lisboa abre um novo capítulo em sua trajetória. A estreia internacional mantém no centro do trabalho as referências maranhenses que inspiram sua produção.

Um caminho entre o Maranhão e Portugal

A apresentação na capital portuguesa também permite uma aproximação simbólica entre São Luís e Lisboa. Fundada por franceses no século XVII, a capital maranhense desenvolveu uma forte influência portuguesa, visível nos casarões e nos azulejos de seu Centro Histórico.

Na exposição, esse percurso ganha outra direção: são as imagens, as cores e os personagens da cultura popular maranhense que atravessam o Atlântico para encontrar o público em Portugal.

“Quero que as pessoas que visitarem a exposição sintam curiosidade pelo Maranhão, por São Luís e pelas nossas manifestações culturais. O Fofão e o Cazumbá têm uma força visual extraordinária e contam muito sobre quem somos. É uma alegria poder apresentá-los em Lisboa a partir do meu olhar e das minhas cores”.

José Jorge Soares, em material de divulgação da exposição.

Produção reúne profissionais no Brasil e em Lisboa

A exposição tem patrocínio do Governo do Maranhão, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e do Centro Elétrico. O projeto conta com apoio do Ceuma, da Fecomércio, do Sesc/Senac e da Granorte Soluções em Brita.

A realização é da Oito Projetos, com direção executiva de Cássia Melo. A produtora celebra 25 anos de atuação profissional e tem neste projeto internacional um marco de sua trajetória.

Em Lisboa, a curadoria e a produção executiva são das artistas plásticas Helô Plantier e Carolina Antony. Segundo a organização, a abertura contará também com a presença do ator Marcelo Antony. O convite é apresentado pela Embaixada do Brasil em Lisboa e pelo Governo do Maranhão.

O material de divulgação informa abertura em 3 de novembro de 2026 e um período de visitação de 17 de novembro a 1º de dezembro. Como as datas indicadas para a abertura e para o início da visitação são diferentes, a programação de acesso ao público deve ser confirmada com a galeria.

Uma janela para as cores, a memória e os personagens da cultura popular maranhense.

Informações: material de divulgação da exposição e convite fornecidos à Rádio Domm. Declarações do artista reproduzidas do material enviado. Imagem: divulgação. Matéria preparada para a coluna Europa.

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